Atualizado 15/03/2019

Produtores reivindicam possibilidade de mudanças no crédito rural

Ideia é reduzir a participação da subvenção com dinheiro público no crédito e ampliar a política de seguro

A possibilidade de mudanças no crédito rural foi um dos temas centrais da 20ª Expodireto Cotrijal. Autoridades do governo federal presentes a Não-Me-Toque ouviram reivindicações dos produtores rurais, mas não fizeram anúncios de mudanças previstas para o próximo Plano Safra. A ideia, porém, é reduzir a participação da subvenção com dinheiro público no crédito e ampliar a política de seguro. Em visita à feira na última quinta-feira, o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, defendeu essa linha de raciocínio. De acordo com ele, o agronegócio "é capaz de absorver juros um pouco maiores, de mercado". "Temos situações que diferem de um produtor para o outro, mas não é só o subsídio que pode interferir em uma maior ou menor produção", afirmou. 

Como exemplo, Costa citou que muitos grandes produtores já utilizam juros de mercado, junto a tradings, com taxas em torno de 15% ao ano. Por outro lado, um fator que segundo ele pode tornar o cenário mais favorável é a aprovação da Reforma da Previdência, o que deve aumentar o grau de confiança no país e fazer com que as taxas de mercado sejam cada vez menores. Segundo o dirigente, a ampliação do aporte para o seguro rural pode fazer com que o custo da operação para o produtor caia em torno de 50%. Atualmente o governo disponibiliza subsídio de R$ 440 milhões, mas o entendimento é de que a demanda gira em torno de R$ 1 bilhão. 

Sobre a demanda do setor de máquinas por mais recursos para o Moderfrota, Costa afirmou que não houve redução de recursos, mas sim aumento de demanda, em 34% na comparação com a última safra. Ele não descartou possibilidade de um novo aporta, especialmente visando a realização da Agrishow, que ocorre no final de abril, em Ribeirão Preto (SP). "Se for necessário, acredito que temos ambiente propício para isso", disse. O dirigente também afirmou que o banco tem adotado mecanismos para reduzir a burocracia no momento da contratação das operações de crédito, que é uma das reclamações dos setor rural. Há mais de um ano, o banco tem executado operações de custeio por meio digital, através do telefone celular. 

Fonte: JORNAL CORREIO DO POVO
© Copyright 2017 - Rede Nossa Rádio, Todos os direitos reservados Desenvolvido por HZ Soluções