Atualizado 24/05/2019

No Brasil, 14 milhões de famílias ainda usam lenha ou carvão para cozinhar

Em meio às altas do desemprego e dos preços do gás de cozinha, 14 milhões de famílias brasileiras usavam lenha ou carvão para cozinhar em 2018, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São cerca de 3 milhões de famílias a mais que em 2016.

O número representa quase 20% das famílias brasileiras – ou seja, a cada cinco famílias, uma usava lenha ou carvão para cozinhar no ano passado. Em 2016, essa fatia era de 16%, ou pouco mais de uma a cada seis famílias.

Entre os Estados, o maior percentual de uso foi registrado no Pará, de 57,5%. No Maranhão, 52,2% das famílias também usam esses combustíveis no preparo de alimentos. Em 2016, a taxa era de 44,9% em ambos os estados. Já o menor percentual foi registrado no Rio de Janeiro: em 2018, 1,8% dos domicílios usavam carvão ou lenha para cozinhar. Em 2016, no entanto, essa taxa era de 1%.

Em números absolutos, Minas Gerais liderou o uso de carvão e lenha no ano passado: 1,7 milhão de famílias fizeram uso desses combustíveis para cozinhar. Rio Grande do Sul e Pará aparecem em seguida, com 1,47 milhão e 1,41 milhão de famílias, respectivamente. Já o Amapá tinha o menor número, de 28 mil.

Energia elétrica

O BM (Banco Mundial) informou em relatório divulgado nesta quarta-feira que mais de 10% da população mundial não tem acesso à energia elétrica, o que corresponde a aproximadamente 840 milhões de pessoas, a maior parte concentrada na África Subsaariana, apesar dos “notáveis avanços” ocorridos na última década.

O órgão de financiamento para o desenvolvimento ressaltou que os progressos dos últimos anos reduziram paulatinamente o número de pessoas sem acesso à energia elétrica. Em 2010, 1,2 bilhão de pessoas não tinham acesso à eletricidade, enquanto em 2016 esse número caiu para 1 bilhão de pessoas e em 2019 chegou a 840 milhões de pessoas.

O BM ressaltou, nesse sentido, que os maiores progressos foram registrados em Índia, Bangladesh, Quênia e Mianmar. No entanto, o maior desafio continuam sendo as áreas mais remotas, especificamente na África Subsaariana, onde 570 milhões de pessoas vivem sem acesso à eletricidade. Nesta região, 44% das pessoas têm acesso a fornecimento elétrico, frente a 89% em nível global.

Um dos casos mais dramáticos acontece no Chade, onde apenas 11% da população tem acesso à eletricidade, país seguido por República Democrática do Congo (19%), Libéria (21%), Serra Leoa (23%) e Madagascar (24%).

“O progresso que vimos nos últimos anos é encorajador, já que o número de pessoas sem eletricidade caiu para 840 milhões. Porém, ainda há muito o que fazer já que grande parte delas vive em países mais pobres”, disse Riccardo Puliti, diretor de Energia do Banco Mundial em comunicado.

Fonte: JORNAL O SUL
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