Atualizado 14/05/2019

General venezuelano pede que militares se revoltem contra Maduro

Declaração acontece depois de uma fracassada rebelião militar em 30 de abril liderada por Juan Guaidó

Um general venezuelano pediu que as Forças Armadas se revoltem contra o governo de Nicolás Maduro em um vídeo transmitido nas redes sociais. "É hora de nos levantarmos, é hora de lutar (...), é hora de que as Forças Armadas Nacionais tomem consciência", disse Ramon Rangel, que se identificou como general da Aeronáutica. No entanto, uma fonte próxima às Forças Armadas disse à AFP que o oficial "está há anos fora da Aeronáutica" e trabalha administrando uma "empresa estatal venezuelana em Cuba".

Vestindo trajes civis, de um lugar desconhecido, Rangel convocou no domingo a "união militar" para "mudar esse sistema político". Em 27 de novembro de 1992, o oficial participou de uma tentativa de golpe de Estado de aliados de Hugo Chávez, que foi presidente de 1999 até sua morte, em 2013, contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.

"Aqueles que não têm moral jamais poderão prejudicar a pátria país e menos ainda a Aviação Militar Bolivariana. Venceremos. Viva a revolução!", reagiu no Twitter o comandante da Aeronáutica, o general Pedro Alberto Juliac. Sua mensagem acompanha uma foto de Rangel, em preto e branco, cruzada com a frase: "Traidor do povo e da revolução".

A declaração de Rangel acontece depois de uma fracassada rebelião militar em 30 de abril liderada por Juan Guaidó, chefe do Parlamento e reconhecido como presidente da Venezuela por cinquenta países. Guaidó pede constantemente às Forças Armadas que desconheçam Maduro.

Rangel, no entanto, não mencionou essa insurreição, após a qual 56 oficiais foram expulsos pelo líder socialista. Trata-se de um dos militares de mais alto escalão a se manifestar contra o governante. Em 2 de fevereiro, o general Francisco Yánez, também da Aeronáutica, reconheceu Guaidó como presidente. Outros oficiais de menor escalão fizeram declarações semelhantes, mas o líder socialista continua contando com o apoio da cúpula militar. 

Fonte: JORNAL CORREIO DO POVO
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