Atualizado 22/03/2019

Bovespa opera em queda pelo 4º pregão seguido e vai abaixo dos 94 mil pontos

Na véspera, Ibovespa terminou o dia com baixa de 1,34%, aos 96.729 pontos.
Por G1

O principal indicador da bolsa paulista, a B3, opera mais uma vez em queda nesta sexta-feira (22), chegando a cair abaixo dos 94 mil pontos, com os investidores de olho no cenário político após a prisão do ex-presidente Michel Temer e nas incertezas sobre a tramitação da reforma da Previdência.

Às 15h03, o Ibovespa recuava 3,20%, aos 93.629 pontos. Veja mais cotações.

Entre as principais quedas, Petrobras, Itaú e Bradesco recuavam acima de 2%. Petrobras caía mais 3%, e Vale cerca de 0,5%; Cyrela liderava as baixas dia com queda de mais de 7%. Na outra ponta, apenas Suzano mostrava leve ganho.

No exterior, a cautela também predomina nos mercados nesta sexta após dados fracos na Europa reforçarem as preocupações de uma desaceleração econômica global. A indústria da Alemanha contraiu pelo 3º mês seguido em março, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Na véspera, o índice terminou o dia com queda de 1,34%, aos 96.729 pontos, na 3ª queda diária seguida.

Na segunda-feira (18), o bovespa alcançou pela primeira vez a marca de 100.000 pontos. No acumulado na semana até o pregão da véspera, no entanto, a bolsa tem queda de 2,43%. No mês, a alta é de 1,2%. No ano, a valorização é de 10,06%.

Cenário externo e incertezas políticas

 

A Bovespa acompanhava o comportamento das principais praças no exterior em meio ao ressurgimento das preocupações sobre o crescimento econômico global, após dados mostrarem que a atividade industrial na zona do euro contraiu no ritmo mais rápido em quase seis anos.

Wall Street operava no vermelho, enquanto os preços do petróleo acompanhavam o movimento pressionados por temores de uma redução na demanda global.

"As preocupações sobre a saúde das economias globais corroboravam para o sentimento de incerteza, enquanto internamente a prisão do Temer trazia mais apreensão sobre a reforma da Previdência", afirmou à Reuters o analista Eduardo Guimarães, especialista em ações da consultoria independente de investimentos Levante.

Fonte: G1.GLOBO
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