Atualizado 30/01/2018

Pesquisadores criam chocolate que faz bem para a saúde

Pesquisadores do interior de São Paulo desenvolveram um sonho de consumo de muita gente: um chocolate que pode ajudar na prevenção de doenças. Até parece que são iguaizinhos. Só mesmo no microscópio para ver o que muda. Os cientistas colocaram probióticos no chocolate. São aqueles lactobacilos vivos, encontrados em leites fermentados.

Foram dois anos de estudo no laboratório da USP em Pirassununga. A novidade foi publicada numa revista científica internacional. Segundo os pesquisadores, os lactobacilos vivos no chocolate trazem benefícios. “Eles melhoram o sistema imunológico, o sistema gastrointestinal e podem reduzir a incidência de câncer do intestino. E a dose recomendada diária é de aproximadamente 30 gramas, que seria um tabletinho de chocolate”, explica Marluci Palazzolli da Silva, pesquisadora da USP.

Pela primeira vez, pesquisadores brasileiros conseguiram colocar lactobacilos vivos num alimento que não precisa de refrigeração. Durante os testes, os micro-organismos sobreviveram quatro meses fora da geladeira.

Esse novo chocolate tem a mesma quantidade de calorias que um tradicional e o sabor não muda nada em relação ao chocolate meio amargo que a gente conhece. A diferença é que é mais saudável.

O novo chocolate não leva leite, e por isso, não tem lactose. “É interessante ter uma grande variedade de produtos que trazem esses micro-organismos. E hoje no mercado brasileiro praticamente a gente só encontra leites fermentados, o que é ruim em especial para as pessoas que são intolerantes à lactose e que não podem consumir esses alimentos”, afirma Carmen Trindade, professora da USP de Pirassununga.

Os pesquisadores esperam um novo financiamento para fazer testes clínicos e, depois disso, levar o produto para o mercado. Cerca de cem voluntários experimentaram o novo chocolate. “Muito bom! A gente vai experimentando, achando que ia ser totalmente diferente. E o sabor é muito bom e ainda faz muito bem para a saúde”, diz a voluntária Carla Lourenço.

Fonte: FOLHA MAX
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