Atualizado 12/02/2018

Governo quer criar cadastro para que professores aposentados possam dar aulas de forma emergencial

Objetivo, conforme a Secretaria de Educação, é usar os inativos para que alunos percam menos aulas quando professor titular se ausenta

Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) quer criar um cadastro para reaproveitar professores inativos da rede em escolas estaduais. A proposta já está sendo analisada pelo setor jurídico da pasta, mas o objetivo é regularizar a atividade a partir do início do ano letivo, previsto para começar, em parte das escolas estaduais, no dia 19 de fevereiro.

O objetivo é criar o que o governo está chamando de cadastro de colaboradores de ensino, que será formado exclusivamente por membros inativos do magistério do Estado. Conforme a Secretaria de  Educação, os aposentados vão atuar de forma supletiva na execução de programas e projetos especiais transitórios, que deverão ser submetidos à aprovação de comissão especialmente criada para isso. Na prática, quando um professor titular se ausenta, até que um docente temporário seja encontrado e esteja apto a dar aula, a Seduc pretende utilizar os inativos, para que os alunos percam o mínimo de aulas.

Pelo projeto, os servidores inativos que atuarem vão receber por hora trabalhada. Conforme o governo gaúcho, a proposta é amparada na Lei Estadual nº 11.126, de 1998. A reportagem tentou contato com o secretário da Educação do Estado, Ronald Krummenauer, ao longo dos últimos dias, mas ele não quis se manifestar sobre o tema, que ainda é apreciado pela Seduc.

O Sindicado dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) ainda não se manifestou sobre a medida analisada pelo governo gaúcho.

Fonte: GAÚCHA ZH
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